Olhar sem destino, voz rouca, sem eco
Teto aberto, perto, sufocante
Andar distante, sem norte, nenhum retorno
Sono agitado, revirado, delirante.
Vento morno que chega, sopra e se distancia
Febre que fica, fácil, agonia.
Sereno à noite, úmido e constante
Beijo longo, quente e ofegante.
Escorregar, tropeçar da caneta, na ideia deixada
Falar sozinho, soluço em público
Picar papéis na rua, nua, enluarada.
Teto aberto, perto, sufocante
Andar distante, sem norte, nenhum retorno
Sono agitado, revirado, delirante.
Vento morno que chega, sopra e se distancia
Febre que fica, fácil, agonia.
Sereno à noite, úmido e constante
Beijo longo, quente e ofegante.
Escorregar, tropeçar da caneta, na ideia deixada
Falar sozinho, soluço em público
Picar papéis na rua, nua, enluarada.
Texto ganhador do segundo lugar no Concurso Nova Literatura brasileira, promovido pela editora Litteris, breve com publicação em antologia.
Charlene França