quarta-feira, 27 de março de 2013

Definição de escrita, ou olhar para dentro


Olhar sem destino, voz rouca, sem eco
Teto aberto, perto, sufocante
Andar distante, sem norte, nenhum retorno
Sono agitado, revirado, delirante.

Vento morno que chega, sopra e se distancia
Febre que fica, fácil, agonia.
Sereno à noite, úmido e constante
Beijo longo, quente e ofegante.

Escorregar, tropeçar da caneta, na ideia deixada
Falar sozinho, soluço em público
Picar papéis na rua, nua, enluarada.

Texto ganhador do segundo lugar no Concurso Nova Literatura brasileira, promovido pela editora Litteris, breve com publicação em antologia. 

Charlene França

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Quem conta um conto aumenta um ponto

Por Charlene França
 
Canto e repito o pranto,
Conto, a cada dia o teu sorriso franco.
Meu papel é este, ser pouco e tanto,
Sorrir teu riso e aumentar um ponto.

Chorar contigo, e dividir a sílaba
Da palavra perdida, canção ritmada,
Contar a todos tua história e minha vida,
Idas e vindas, Multifacetada.

Fingir Teu olhar displicente.
Contar contigo e esconder-me pronto, no canto,
Da página, da pauta irreverente,
Da pálpebra, da fuga do teu pranto.
 
 
 Texto finalista do concurso 6 prêmio UFF de Literatura e integrante de Antologia Lançada em 17/12/12 no Solar do Jambeiro - Niterói Rj

domingo, 8 de abril de 2012

Pauliceia

Sempre sonho com você, saudade.
Saltando à vista, tua luz, intensidade.
Lembrança de uma chuva clara, nuvem rara,
De um sorriso apressado, inacabado,
peito que dispara.

Amor à distancia, cheio de som, sussurro
Ritmo sem fim, porto seguro.
Canto no escuro, luminoso, frio.
Um olhar perdido, sofrido,
Beijo à margem do rio.


Desvairada, louca, apaixonada,
Tira o sono, Paulicéia poderosa, multifacetada.
Não permita ó Deus que eu morra,
Sem rever a minha amada.


Poema classificado no concurso Sao Paulo palavra e progresso com publicação
em Antologia em Agosto de 2012 lançada durante a Bienal do livro- Sp

sexta-feira, 16 de março de 2012

veia poética por Charlene França

E por falar em poesia, por onde andas?
Falando em nós, por que te sinto?
À distancia, a dureza
Nula, claro labirinto.

E se me escapas veia à fora,
Morro aos poucos, via a dentro
E se voltas, vertigem...
Goteja a boca, duro tormento.

E nenhum vocábulo, voz velada,
É capaz de expressar-te, nota perdida.
Teu leito em desalinho, no escuro, sem nada,
Teu lirismo que mais é que vida?

Literatura no teatro


Apresentação da tragédia Antígona, do dramaturgo grego Sóflocles, nos dias 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de Março/20012 com entrada franca na sala Multiuso do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no centro da cidade.
As apresentação acontecem as 19 horas porém as senhas são distribuídas a partir das 18 horas. Acerte seu relógio e não perca.

Oficina do Escritor visitante

Estão abertas desde o dia 27 de Fevereiro/ 20012 as inscrições para a oficina do escritor visitante
com Adriana Lunardi.
Os amantes da escrita poderão participar às terças feiras de 18 às 21 horas no auditório D, 11 andar do Instituto de Letras da UERJ, situada à rua São Francisco Xavier, 524 Maracanã Rio De Janeiro.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Rodas de Leitura

A Estação das letras promove o encontro cultural Livros na mesa, um encontro informal em que acontece a troca de livros e de experiencias entre leitores e personalidades da literatura,como escritores e pesquisadores. O evento acontece na Estação das Letras, situada à Rua Marquês de Abrantes, 177 – Lojas 107/108 – Flamengo e a entrada é franca.

Data: 31 de março 14h30 – Troca de livros 15h às 16h30 – Poesia Contemporânea com: Álvaro Miranda, Mercia Menezes e Vânia Azamor